REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL
O Repositório Institucional da UNIGRANRIO AFYA tem o objetivo armazenar, divulgar e facilitar o acesso aos Trabalhos de Conclusão dos Cursos de Graduação da UNIGRANRIO AFYA, em formato digital, permitindo maior visibilidade da produção acadêmica institucional para a comunidade científica nacional e internacional.
A Coordenação Acadêmica do Curso de Graduação deve submeter a versão digital dos Trabalhos de Conclusão de Curso produzidos pelos discentes, no âmbito da graduação presencial e a distância, conforme regulamentado no Projeto Pedagógico do Curso, ao Repositório Institucional de TCC da UNIGRANRIO AFYA, ficando estes disponíveis para consulta pública.
O uso da ressonância magnética cardíaca na avaliação da viabilidade miocárdica após infarto agudo do miocárdio




Introdução: O infarto agudo do miocárdio é reconhecido como importante causador de morbidade e mortalidade na população mundial, sendo uma das principais causas de insuficiência cardíaca. A ressonância magnética cardíaca permite, com precisão ímpar, avaliar a viabilidade miocárdica e a extensão dos danos gerados na fase aguda e crônica do processo isquêmico, permitindo um melhor planejamento terapêutico, individualizado ao paciente e avaliando o que há de miocárdio viável em seu coração, a fim de reduzir intervenções desnecessárias. Objetivos: Identificar as indicações de uso da RNM cardíaca, sua importância e desempenho no planejamento terapêutico do coronariopata e os fatores que limitam seu uso na conjuntura atual. Métodos: Realizada uma revisão narrativa da literatura médica com base em plataformas e bancos de dados como Scielo, Pubmed e Uptodate. Resultados: A RNM cardíaca tem boa acurácia e sensibilidade superior a alguns outros exames de imagem não invasivos. Cumpre papel diagnóstico na avaliação de volume de câmaras cardíacas e disfunções sistólicas e diastólicas assim como se faz importante na análise prognóstica do doente coronariopata. Conclusão: A RNM cardíaca após o infarto agudo do miocárdio é útil para a identificação da extensão do tecido miocárdico viável, podendo favorecer ao planejamento da estratégia terapêutica partir da descrição das áreas viáveis pela determinação da extensão de áreas de coração atordoado e miocárdio hibernante.
O uso de hidróxido de cálcio como medicação intracanal




O Uso do Hidróxido de Cálcio vem demonstrando a sua eficácia no tratamento e combate das bactérias devido as suas características aliadas a uma terapia endodôntica bem sucedida, que almeja o saneamento e modelagem dos canais radiculares. Com isso, do ponto de vista biológico, este tratamento vem possibilitando o reparo e a cura das patologias endodônticas. Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi realizar uma revisão da literatura sobre o uso de Hidróxido de Cálcio como medicação intracanal, considerando os métodos e mecanismos de ações. Para isso, realizou-se um levantamento do acervo bibliográfico nas plataformas digitais, selecionando os principais estudos em torno da temática para serem utilizados com aportes científicos, gerando as discussões e reflexões em torno da pesquisa.
O uso de telas e a sua relação com a odontopediatria - Revisão de literatura




O controle de comportamento infantil é um método estudado por todos os profissionais da área odontológica, a nível de graduação ou pós de graduação. Ele auxilia na construção da relação entre o cirurgião dentista e paciente, a abordagem escolhida é particular e varia de acordo com a personalidade, idade, medo e desenvolvimento da criança. Tecnicamente desde o primeiro contato, ainda na sala de espera, o cirurgião-dentista deverá apresentar capacidade de condicionar a criança, de forma gentil e agradável, sem transparecer sua tentativa. A utilização de telas durante este processo, vem do avanço tecnológico que permite trazer um ambiente mais agradável ao ter contato com dispositivos já acessados e disponíveis na rotina do paciente. A pesquisa dos prós e contras da exposição de telas, ainda é escassa, mas estudos tornam possível o debate e a compreensão dos benefícios e malefícios em ambiente odontológico e no que reflete na saúde e nas condições bucais.
O uso de toxina botulínica como alternativa para o tratamento do sorriso gengival: uma revisão de literatura




Um sorriso estético depende da harmonia entre dentes, gengiva e lábios, sendo o sorriso a peça principal de todas as expressões faciais, indicativo do prazer, favor, diversão, aprovação ou, às vezes, desprezo. Não apenas reflete os sentimentos internos, mas também é um aspecto importante da socialização. A exibição excessiva de tecido gengival ao sorrir, geralmente referido como um sorriso gengival, é muitas vezes reportada como esteticamente desagradável. Vários fatores etiológicos foram propostos na literatura; estes incluem os fatores: esquelético, gengivais e musculares que podem ocorrer sozinhos ou em combinação. Os cirurgiões-dentistas vêm se aprimorando em harmonizar as estruturas do sistema estomatognático, para conseguir uma melhoria na estética facial e função de seus pacientes. Uma alternativa de tratamento é a aplicação de toxina botulínica, uma potente neurotoxina que permite a paralização temporária dos músculos responsáveis pela elevação do lábio superior. O objetivo do estudo foi fazer uma revisão de literatura mostrando o uso da toxina botulínica para a correção do sorriso gengival. Foi realizada uma revisão narrativa de artigos em português e inglês entre os anos 2011 e 2023. Concluiu-se que o sorriso gengival é uma causa constante do descontentamento de pacientes com sua estética facial. Sendo o sorriso uma das expressões faciais mais relevantes no convívio social. A aplicação da toxina botulínica se mostrou eficiente, segura, pouco invasiva, indolor, e de fácil replicação, obtendo-se recuperação da estética do sorriso, com a diminuição significativa da exposição gengival atingindo as expectativas dos pacientes.
O uso do plasma rico em plaquetas no rejuvenescimento facial




Atualmente o envelhecimento cutâneo tem sido motivo de vários estudos que associem ciência e estética, devido ao grande aumento da longevidade populacional. Vários fatores influenciam no aspecto do envelhecimento da pele, como perda de volume, diminuição de colágeno, gravidade, hidratação e elasticidade que resultam em pele seca com flacidez e rugas. A constante busca por procedimentos que venham retardar e amenizar o envelhecimento é o motivo do nosso estudo, que tem como objetivo descrever a técnica com plasma rico em plaquetas, já que é considerado uma técnica promissora na terapia tópica. Esse estudo foi feito por meio de revisão de literatura qualitativa, analisando artigos publicados entre os anos de 2015 à 2020, utilizando artigos em vários idiomas, no qual em todos os artigos foi citado pelos autores o alto poder bioestimulante do PRP autólogo que tem sido utilizado em várias partes da área de saúde. Na dermatologia tem sido usado para o rejuvenescimento facial, principalmente na área da face, mãos e pescoço, no qual estudos mostraram melhoria de homogeneidade e textura da pele em até 33%. Tem propriedades homeostáticas, baixo custo para obtenção e produção, por usar sangue do próprio paciente e com baixos índices de intercorrências. Os fatores de crescimento derivados de plaquetas são os principais responsáveis segundo os autores pela aceleração da cicatrização e regeneração tecidual e outros fatores terapêuticos. O estudo aborda o elevado potencial do PRP, sendo considerado uma técnica promissora e confiável, porém requer um protocolo mais preciso e evidências científicas que comprovem sua eficácia.
O ácido Poli L láctico como bioestimulador de colágeno, uma estratégia terapêutica para o rejuvenescimento facial através de uma revisão de literatura




O envelhecimento cutâneo é contínuo, e ocasionado por uma série de alterações, resultando em várias mudanças na arquitetura da face. Algumas pessoas sentem-se insatisfeitas com sua imagem, e procuram tratamentos não invasivos, e dentre as opções, destaca-se o ácido poli l láctico, (PLLA), um bioestimulador de colágeno, e outros elementos da matriz celular, biocompatível, que trata a face, promovendo o rejuvenescimento, de forma gradual e natural, com resultados que dura, aproximadamente, 24 meses. Este trabalho apresenta uma revisão da literatura sobre os efeitos da utilização do PLLA na face, para tratamento de rugas, flacidez, contorno facial e perda de volume, e pôde-se constatar a eficácia do tratamento com o PLLA no rejuvenescimento facial, promovido pela estratégia do seu mecanismo de ação.
OCLUSÃO DA ARTÉRIA CENTRAL DA RETINA: A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO NA PRESERVAÇÃO DA VIDA




A Oclusão da Artéria Central da Retina (OACR) é considerada uma urgência de saúde pública oftalmológica e está relacionada a semelhança com o acidente vascular cerebral, pois apresentam os mesmos fatores de riscos que predispõem o AVC, doenças cardíacas e cerebrovascular, que estão relacionados com a aterosclerose. Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivo analisar a importância da identificação da OACR. Trata-se de estudo de revisão bibliográfica do tipo integrativa. A busca ocorreu no mês de março de 2022, com delineamento temporal dos últimos cinco anos, na base de dados SCOPUS. A partir dos critérios de elegibilidades, 20 artigos compuseram a amostra do trabalho. A presença da OACR é um marcador importante para a identificação e investigação de eventos isquêmicos como o Acidente Vascular Encefálico (AVE) e Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). Grande parte dos estudos trazem a relação da oclusão da artéria central com o risco potencial de ocorrência do AVE. A oclusão da artéria central da retina se apresenta como ponto inicial da doença de Moyamoya, que é uma doença cerebrovascular bastante rara que está associada a estenose progressiva da artéria carótida interna terminal e suas ramificações. Conclui-se que a importância de identificar os fatores de riscos para a OACR é de suma importância para evitar cegueiras e problemas graves no campo de visão que vão interferir no cotidiano do paciente, nas relações familiares e sociais, nos aspectos emocionais e psicológicos, necessitando de auxílio multiprofissional.
OPIOIDES: UMA ANÁLISE SOBRE A PRESCRIÇÃO DELIBERADA E SUAS CONSEQUÊNCIAS




Introdução: O ópio é descrito há pelo menos quatro milênios, e seus derivados aproximadamente um século ou mais. No entanto, diversas são as inadequações na prática clínica atual, na qual seu emprego de maneira precisa e monitorada ainda é considerado um desafio ao profissional de saúde no mundo contemporâneo. Objetivo: Serão discutidos nessa revisão bibliográfica a indicação da terapia com opioides, rotação de opioides, abuso, dependência e efeitos adversos, com o intuito de otimizar os resultados da terapêutica com essa classe de fármacos. Metodologia: Foi realizada uma revisão bibliográfica, com busca sistemática de artigos e revisões na literatura. Pesquisas eletrônicas foram feitas nas bases de dados PUBMED e no LILACS. Utilizando os seguintes descritores: Analgésicos opioides, transtornos relacionados ao uso de opioides e tratamento de substituição de opiáceos. A partir destes descritores, foram selecionados 18 artigos. Conclusão: Os opioides podem ser utilizados como um dos meios para reduzir a dor dos pacientes, desde que empregados de forma controlada e respeitando as particularidades de cada indivíduo e da substância. As orientações disponíveis atualmente nos guiam para uma conduta mais coerente, visando uma melhor condição de vida e diminuição do risco de suas complicações.
OS DESAFIOS DIAGNÓSTICOS DA EPILEPSIA MIOCLÔNICA JUVENIL




Introdução: A Epilepsia Mioclônica Juvenil é uma condição ainda muito subdiagnosticada no nosso país. Objetivo: Descrever como o diagnóstico de Epilepsia Mioclônica Juvenil pode ser realizado de forma mais precisa, a fim de melhorar a identificação dessa condição. Métodos: Descrição do caso clínico de uma paciente atendida pela equipe de neurologia do Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, posteriormente diagnosticada com Epilepsia Mioclônica Juvenil. Para referencial teórico, foram utilizadas as bibliotecas eletrônicas PubMed, Scielo e Lilacs. Resultados: A Epilepsia Mioclônica Juvenil corresponde a 9% de todas as epilepsias e a 26% das epilepsias idiopáticas com maior associação à hereditariedade (25% - 50% dos casos), possui notável predominância no sexo feminino, e ocorre na faixa dos 10 aos 25 anos. Sua origem genética é complexa e heterogênea; mais de 15 loci foram associados à patologia; alguns genes identificados como o CACNB4, GABRA1 e EFHC1 estão relacionados com canais iônicos do Sistema Nervoso Central. As crises mioclônicas estão presentes em 100% dos casos, entre 80% e 90% manifestam crises tônico-clônicas generalizadas e as crises de comprometimento da consciência estão presentes em 12% a 54% dos pacientes. Conclusões: A paciente em questão apresenta-se com o sexo, faixa etária e etiologia esperada para casos de Epilepsia Mioclônica Juvenil. O diagnóstico da Epilepsia Mioclônica Juvenil é essencialmente clínico-eletroencefalográfico, porém o eletroencefalograma normal não exclui o diagnóstico. Pacientes podem ter boa resposta ao tratamento com medicamentos não usuais para essa condição.
OS RISCOS DEVIDO AO USO INDISCRIMINADO DOS ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS (AINEs): UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA




Introdução: Os medicamentos mais vendidos no mundo são os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Suas propriedades analgésicas, antipiréticas e anti-inflamatórias os tornam uma opção de tratamento de primeira linha para dor, febre e inflamação. Devido a esse uso generalizado, o conhecimento dos efeitos adversos é importante para a conscientização sobre os riscos do uso indiscriminado. Objetivos: Realizar uma revisão bibliográfica não sistemática sobre os riscos devido ao uso indiscriminado dos anti-inflamatórios não esteroidais com artigos publicados entre 2010 à 2022. Métodos: Levantamento bibliográfico por busca eletrônica nas bases de dados indexadas. Critérios de inclusão e exclusão foram aplicados e, posteriormente, selecionados 28 artigos para realização do estudo. Resultados: O incentivo ao uso de medicamentos, difícil acesso à assistência médica em algumas regiões e a falta de esclarecimento estão entre os principais desencadeantes da automedicação. Entre os AINEs mais comercializados, destacam-se o diclofenaco e a nimesulida. E as dores musculares se apresentaram como a primeira causa de busca pela medicação. O uso indiscriminado aumentou a ocorrência de reações adversas, sendo os eventos cardiovasculares os mais graves, com risco de parada cardíaca. O risco de complicações gastrointestinais é de 3 a 5 vezes maior em usuários de AINEs. Lesões hepáticas e renais parecem ser menos relatadas. Conclusão: O uso indiscriminado de AINEs pelo seu baixo custo e facilidade de acesso sem prescrição é associado a uma série de complicações clínicas e efeitos adversos, exigindo uma conscientização especial dos consumidores visando equilibrar os riscos e os benefícios de seu uso para tratamentos.
Obesidade como Determinante Crítico em Procedimentos Cirúrgicos: Uma investigação dos Desafios e Abordagens Estratégicas Duque de Caxias – RJ 2024




A obesidade representa um dos maiores desafios globais de saúde pública, impactando significativamente a prática cirúrgica. Este trabalho explora como a obesidade influencia os resultados cirúrgicos, examinando os riscos pré-operatórios, intraoperatórios e pós-operatórios associados a essa condição. A pesquisa enfatiza a necessidade de abordagens integradas e personalizadas para o manejo de pacientes obesos em procedimentos cirúrgicos. A metodologia adotada envolve uma revisão detalhada da literatura existente e a análise de dados clínicos de pacientes submetidos a cirurgias. Os resultados indicam que a obesidade aumenta a complexidade técnica dos procedimentos, o risco de complicações como infecções de sítio cirúrgico, complicações respiratórias e eventos tromboembólicos, além de prolongar o tempo de recuperação. Conclui-se que estratégias multidisciplinares, incluindo avaliações pré-operatórias rigorosas, intervenções nutricionais e monitoramento pós-operatório, são cruciais para melhorar os desfechos cirúrgicos em pacientes obesos.
Odontologia nas escolas




O objetivo desta revisão narrativa da literatura foi abordar a importância da promoção de saúde bucal nas escolas. O acesso à odontologia nas escolas contribui para uma melhor saúde bucal das crianças e adolescentes, e consequentemente, impactando positivamente na qualidade de vida destes. Atualmente isso não ocorre em todas as instituições de ensino primárias, sendo elas públicas ou particulares. Quando as crianças e adolescentes recebem instruções de higiene oral no ambiente escolar, contribui tanto na saúde individual quanto no compartilhamento dessas informações fazendo assim, alcançar mais pessoas como, familiares e amigos. O cirurgião-dentista tem autonomia para realizar ações sociais nas escolas, levando uma melhor qualidade de vida para os estudantes, profissionais e familiares presentes nas escolas. A educação em saúde bucal deve ocorrer o mais precoce possível e a escola é um lugar favorável para que este processo seja iniciado. Sendo assim, hábitos saudáveis devem ser adquiridos e colocados em prática precocemente, evitando que hábitos nocivos à saúde bucal sejam instalados e prevenindo problemas de saúde bucal.
Odontologia no esporte: ações preventivas e regenerativas da saúde bucal e sistêmica dos atletas




A Odontologia evoluiu muito nas últimas décadas principalmente nas áreas da Cirurgia Bucomaxilofacial e Estética relacionada ao segmento Desportivo. Dessa forma, essa revisão de literatura visa descrever de maneira sintética a respeito da aplicação da Odontologia no Esporte, com foco nos acessos cirúrgicos por uma visão odontológica estética e implicações clínicas e os impactos na vida do atleta. Ainda que tenha evoluído relativamente nos últimos tempos, é necessário o melhor aproveitamento e ensejo da Odontologia no Esporte Brasileiro, garantindo o bem estar, a ação preventiva e os resultados positivos na saúde dos atletas no país. O objetivo desse estudo foi aprofundar a relação de traumas faciais com o desempenho do atleta e sua incidência, avaliar os ossos mais afetados e a participação do cirurgião-dentista bucomaxilofacial.
Odontologia para bebês




O início da odontologia para bebês, trouxe grandes benefícios para a saúde bucal de muitas crianças e muitas famílias , processos de prevenções antes desconhecidos hoje são aplicados em diversos lugares, diminuindo de forma significante o número de doenças causadas na primeira infância .O alcance a informação e quantidade de projetos vem crescendo a cada ano e evoluindo em suas didáticas para que em um futuro próximo esse número abaixe cada vez mais ,provendo não só assistência e diagnóstico a doenças como também auxilio a hábitos alimentares , função dos pais na educação odontológica , acompanhamento desde os primeiros dias. Outro fator abordado é a consciência da área de saúde na integração dos profissionais da odontologia desde a primeira infância, e a necessidade do acompanhamento para que diagnósticos possam ser dados de forma precoce e tratados da melhor maneira possível.
Onde são tratados os adolescentes e adultos jovens com câncer no Brasil




Introdução: Adolescentes e adultos jovens (AAJ) estão em uma fase intermediária entre a oncologia pediátrica e a oncologia de adultos. As neoplasias que afetam esse grupo etário apresentam características biológicas e comportamento clínico peculiares. Tumores nessa faixa etária representam aproximadamente 6% de todos os cânceres, com uma incidência 2,7 vezes maior do que em crianças menores de 15 anos. Existem controvérsias sobre em qual setor (pediátrico ou adulto) esses pacientes devem ser tratados e qual protocolo terapêutico deve ser adotado. Objetivo: Avaliar onde os adolescentes e adultos jovens com câncer são tratados no Brasil. Metodologia: Os dados dos pacientes foram extraídos dos Registros Hospitalares de Câncer (RHC) brasileiros das cinco principais regiões do país no período de 2007 a 2011. Foram analisados casos da faixa etária de 15 a 24 anos de 271 RHC. Foi realizado contato telefônico com cada unidade hospitalar para coletar informações sobre a presença de setor de oncologia pediátrica e a faixa etária elegível para atendimento neste setor. Os dados foram tabulados no programa SPSS versão 20.0. Resultados: O total de casos analisados nos 271 RHC foi de 13.417 AAJ com câncer. 51,1% eram do sexo masculino, 50,8% não eram brancos, 55,6% tinham idade entre 20 e 24 anos e 44,9% eram provenientes da região Sudeste. Entre as unidades hospitalares, 94 possuíam setor de oncologia pediátrica. A faixa etária mais comum de atendimento no setor de oncologia pediátrica foi de 0 a 18 anos. Os pacientes foram distribuídos da seguinte forma: 9.399 (75,4%) foram atendidos no setor de oncologia de adultos, 2.907 (23,3%) na oncologia pediátrica e 146 (1,1%) em unidades de oncologia geral. Na faixa etária de 15 a 19 anos, 49,6% dos casos foram tratados na oncologia pediátrica, enquanto na faixa etária de 20 a 24 anos, a maioria (96,1%) foi tratada na oncologia de adultos. Conclusão: A maioria dos adolescentes e adultos jovens com câncer foi tratada na oncologia de adultos, especialmente aqueles com idade entre 20 e 24 anos.
Osteomielite do complexo maxilo mandibular – revisão de literatura




A osteomielite é uma doença de caráter inflamatório e infeccioso que pode ocorrer em ossos longos de todo o corpo, muitas das vezes é acompanhada por uma destruição óssea. Na área da odontologia, a osteomielite inicia-se por uma invasão bacteriana em um elemento dentário destruído, traumas e reparação de um alvéolo, tendo a bactéria Staphylococcus aureus como o principal agente etiológico dessa doença. A falência da microcirculação do osso esponjoso é um fator crítico no estabelecimento da osteomielite. Em relação ao complexo maxilo mandibular, a mandíbula é muito mais propensa a se tornar isquêmica e, consequentemente, a apresentar uma infecção do que a maxila, devido ao seu menor suprimento sanguíneo. Infecções odontogênicas e fraturas de mandíbula, junto com um sistema imunológico enfraquecido são os principais fatores que predispõem o paciente a ter osteomielite dos maxilares. Ela é classificada de acordo com o mecanismo de infecção e pela duração da infecção, sendo dividida então, em hematogênica, contiguidade e insuficiência vascular e nas formas aguda e crônica. O diagnóstico da osteomielite é feito através de exames clínicos e de imagem, sendo necessário a realização dos dois exames, para que um complemente o outro. Quanto mais cedo o diagnóstico for fechado e o tratamento for iniciado, maior será a chance da resolução espontânea do caso. O seu tratamento varia de acordo com o grau da infecção, mas consiste principalmente na remoção da causa, sendo feito por meio da antibioticoterapia, em casos mais simples, e de cirurgias, em casos mais complexos.
Ozônioterapia aplicada a cirurgia oral: revisão de literatura




O uso do ozônio foi utilizado primeiramente em 1840 pelo pesquisador alemão Dr. Christian Friedrich Schonbein, seu uso na odontologia começou com Fisch EA, na década de 1950, como desinfetante de consultórios. Desde então, tem-se aplicado o tratamento com ozônio em diversas áreas da odontologia. O presente estudo, realizará uma revisão de literatura sobre os conhecimentos sobre a ozonioterapia e sua aplicabilidade em cirurgia oral, demonstrando suas características e benefícios através de trabalhos científicos pesquisados em plataformas especificas. Na cirurgia oral, são administradas de forma tópica via gás, óleo ou água ozonizada. Utilizados como analgésico, anti-inflamatório, estimulador do sistema imune, antimicrobiano, agente hemostático e antisséptico. Essas propriedades resultam no aumento da taxa de oxigênio no sangue, que por sua vez incentiva a reparação tecidual. Podem ser aplicadas como agente irrigante em exodontias e osteotomias, reduzindo os efeitos de trismo e edema não mostrando diferenças significativas para dor, além de, prevenir infecções pós operatórias. O óleo ozonizado mostra resultados positivos frente ao tratamento de fístulas, feridas, alveolite e quando aplicados sobre suturas produzindo o aumento da cicatrização dos tecidos. O gás ozonizado, pode ser aproveitado no tratamento de feridas intra-orais após radioterapia como: a osteonecrose dos maxilares associada a medicamentos e osteomielites. Nesses estudos, foi visto como resultado a hiperemia dos tecidos, melhora do estado do paciente e cura da maioria dos casos. A utilização de água ozonizada, como substância irrigante, na cirurgia de artrocentese da ATM, resultou na melhora na abertura bucal e redução da dor. De acordo com a proposta do trabalho, foi possível observar que o ozônio vem como terapia auxiliar nas práticas de cirurgia oral, desde que utilizado em concentrações e indicações adequadas por profissionais capacitados.
PANDEMIA DO MEDO: ATÉ QUANDO VIVEREMOS COM AS ANGÚSTIAS DECORRENTES DO CORONAVÍRUS E O DILEMA DE UM FUTURO INCERTO?




Introdução: O COVID-19 afetou o mundo impondo novas regras e hábitos sociais. Nessa perspectiva, o surgimento de um estado de pânico social foi desencadeado não só pela doença como pelo isolamento social gerando sentimentos de angústia, insegurança e medos. Objetivos: Entender as mazelas e questionar os efeitos da pandemia em cidadãos e/ou profissionais de saúde; tanto no âmbito psíquico quanto no acadêmico e quais consequências essa inédita situação proporcionou. Métodos: Foi realizada uma metanálise não sistemática baseada em artigos indexados dos últimos quatro anos, revistas eletrônicas nacionais e internacionais. Resultados: Aspectos emocionais consequentes do processo pandêmico levaram diversos autores identificarem associada a ocorrência da COVID-19 uma pandemia do medo ou também chamada “coronafobia”. A vulnerabilidade psicossocial a qual todos ficaram expostos precisa ser identificada e possuir uma rede de apoio para ajudar aqueles que dela precisarem. Nesse período os grupos que se mostraram mais afetados foram os idosos, portadores de doenças crônicas e profissionais de saúde, especialmente aqueles que atuam na linha de frente. Conclusões: O coronavírus trouxe mudanças para população. Ser resiliente torna-se fundamental na superação das dificuldades impostas diariamente no atual cenário mundial repleto de medos e incertezas. Assim o risco de desenvolver quadros psíquicos decorrentes do contexto mundial aumentou, o que revela a necessidade de garantir serviços de atenção de saúde mental de fácil acesso bem como medidas para melhorar a qualidade do sono, a ansiedade e a depressão, em especial para aqueles grupos mais suscetíveis a esses quadros.
PARTO HUMANIZADO E (RE) ENCONTRO DA FISIOLOGIA FEMININA




Introdução: O processo fisiológico do parto foi inserido em condutas protocoladas ao longo das décadas. Desta maneira, as parturientes perderam seu protagonismo, o que culminou em um movimento governamental e científico, no sentido de resgate da humanização do parto. Objetivo Geral: estudar o atual cenário de partos normais e cesáreos no espaço público e privado, relacionando com as recomendações da OMS. Métodos: foi realizada uma pesquisa de modelo transversal, com questionário, aplicado em 2018, a 200 mulheres, com partos realizados no estado do Rio de Janeiro e limite de idade dos filhos de 20 anos. Resultados: 56,6% tinham filhos menores de 5 anos; 42% das mulheres com ensino médio completo; 29,5% com partos em hospitais privado, 66,5% em público; 67% preferiam parto vaginal durante pré natal, 33% cesariana; das justificativas para a cesariana, 15% tiveram apresentação pélvica incompatível, 7,5% relatam sofrimento fetal; 33% não tiveram acompanhante; 22,5% não tiveram dúvidas sanadas; 23,5% não tiveram contato pele a pele com bebê imediato; 60% não tiveram aleitamento imediato; 46,5% não conheciam a identidade do profissional; 23,5% não eram informadas sobre os procedimentos; Com parto vaginal, 57% não escolheram posição na expulsão, 64% não tiveram acesso a técnicas naturais de alívio da dor, 64% não receberam alimento/líquido durante trabalho de parto; Antes do parto relatado, 55,% não conheciam o termo “Parto Humanizado”, no momento da pesquisa 30% também não conheciam. Conclusão: algumas recomendações da OMS não estão sendo respeitadas no momento do parto.
PITIRÍASE AMIANTÁCEA: UM DESAFIO DIAGNÓSTICO




Introdução: A pitiríase amiantácea é uma síndrome clínica que afeta o couro cabeludo, apresentando-se como um padrão de reação à diferentes dermatoses inflamatórias, sendo a dermatite seborreica a mais frequente. Objetivos: analisar os aspectos epidemiológicos e perfis clínicos de pacientes com pitiríase amiantácea e suas correlações, para melhor compreender os meios de se diagnosticar de forma precoce e estabelecer um tratamento adequado. Metodologia: foi descrito um relato de caso de uma paciente sem comorbidades, com diagnóstico de pitiríase amiantácea, assistida e acompanhada no ambulatório de Dermatologia da Policlínica PDC Saúde em Duque de Caxias, por meio de anamnese e exame clínico. Além disso, foi feita uma revisão de literatura sobre o tema através da seleção de estudos científicos publicados no período entre os anos 2009 e 2020, identificados nas bases de dados eletrônicos Lilacs, Medline, Scielo e Pubmed, dentre artigos de revisão e estudos clínicos sobre dermatite seborreica e pitiríase amiantácea. Relato de caso: paciente feminina, 24 anos, com história prévia de dermatite atópica e asma, avaliada por lesões escamosas difusas aderentes em couro cabeludo, associadas a prurido e queda capilar, refratária a diversos tratamentos anteriores. Conclusões: A pitiríase amiantácea ainda apresenta uma etiopatogenia desconhecida, relacionada a várias dermatoses inflamatórias, o que torna seu diagnóstico e tratamento difíceis. Sem seu reconhecimento rápido e um tratamento efetivo, pode ter como complicação alopecia temporária ou cicatricial. Embora não haja diretrizes específicas, a conduta terapêutica deve ser voltada para a dermatose adjacente, com uma terapia múltipla a fim de se evitar recidivas.
POLIPOSE ADENOMATOSA FAMILIAR E SUA RELAÇÃO AO CÂNCER COLORRETAL




A polipose adenomatosa familiar (PAF) é uma síndrome autossômica dominante que predispõe ao câncer colorretal e é responsável por aproximadamente 1% de todos os casos de câncer colorretal. A PAF é caracterizada pela presença de múltiplos adenomas de cólon, sendo a forma mais clássica com mais de 100 pólipos adenomatosos no cólon. O distúrbio ocorre em 1 a cada 8000 a 14000 pessoas. Pólipos são encontrados em 50% dos pacientes aos 15 anos e em 95% aos 35 anos de idade. O câncer se desenvolve antes dos 40 anos em quase todos os pacientes não tratados. Os pacientes podem desenvolver várias manifestações extracolônicas, tanto benignas como malignas. As benignas incluem tumores desmoides, osteomas do crânio ou da mandíbula, cisto sebáceos e adenomas em outras partes do trato gastrointestinal. Os pacientes têm maior risco de câncer no duodeno (5 a 11%), pâncreas (2%), tireoide (2%), encéfalo (meduloblastoma em 1%) e fígado (hepatoblastoma em 0,7% das crianças < 5 anos de idade). A doença hereditária autossômica dominante é causada por uma mutação no gene APC (adenomatous poliposis coli). A cada descendente direto de um paciente portador de PAF há 50% de chance de herdar a alteração genética. Aproximadamente um terço dos pacientes acometidos tem mutações de novo no gen APC, ou seja, não herdada. De fato, aproximadamente 22 a 46% dos casos resultam de novas mutações sem uma associação familiar. O APC é um gene de grande tamanho, com 15 exons e formado por 8538 pares de bases. Este gene codifica uma proteína com 2843 aminoácidos com peso molecular de 310Kd. É classificado como gen de supressão tumoral, uma vez que a inativação de ambos os alelos resulta em crescimento celular desordenado e incontrolável. Os portadores de PAF apresentam mutação em um dos alelos herdados. Existem mais de 300 mutações catalogadas do APC e as mais comuns resultam de inserções ou deleções. Existe uma correlação clara entre a alteração genotípica (tipo e localização) e as características clinicas, ou fenótipo dos portadores de PAF. Mutação proximal ao códon 1249 é associada com menos de 1000 pólipos distribuídos pelos cólons e mutações presentes entre os códons 1250 e 1330, com expressão de mais de 5000 pólipos nos cólons. Mutações distais ao códon 1465 estão associadas com poucos pólipos. As correlações entre genótipo e fenótipo descritas em vários estudos sugerem que a localização da mutação não é o único determinante do fenótipo e que outros fatores genéticos e ambientais contribuem para expressão clínica da doença. No futuro poderemos direcionar o tratamento integralmente baseado nas informações genotípicas. O diagnóstico de PAF clássica pode ser feito pela clínica e endoscopicamente pela identificação de centenas a milhares de pólipos distribuídos pelos cólons e reto. Alterações benignas como cistos epidermoides e hipertrofia congênita do pigmento retiniano presentes ao exame físico servem para reforçar o diagnóstico de PAF. Deve ser investigado, com essas condições reconhecidas, com endoscopia digestiva alta, para o diagnóstico de polipos no estomago e duodeno. Uma vez que o diagnóstico de PAF seja feito, todo familiar de primeiro grau do paciente acometido tem 50% de chance de herdar a mutação familiar especifica no APC. Teste genéticos são realizados como passo principal na identificação dos familiares quer herdaram ou não a mutação no APC. Após a realização dos testes, são divididos dois grupos, os que herdaram as alterações do APC e os que não herdaram. Os que não herdaram requerem rastreamento semelhante ao da população geral. Tradicionalmente a avaliação clínica do indivíduo de risco é feita por completa história pessoal e familiar, exame físico detalhado, sigmoidoscopia flexível anual e colonoscopia quando houver o diagnóstico de pólipos. O tratamento pode ser tanto clinico quanto cirúrgico. No entanto, não existe tratamento clinico eficaz na completa prevenção do desenvolvimento dos pólipos colorretais, nos pacientes com PAF. Drogas anti-inflamatórias não esteroidais (AINE) tem mostrado efeito positivo na regressão do tamanho e na quantidade dos pólipos em alguns pacientes. Todo portador de PAF requer tratamento cirúrgico. Sabe-se que 5% dos pacientes dos portadores de PAF desenvolvem câncer colorretal, em torno dos 20 anos e que aproximadamente 100% dos pacientes desenvolverão câncer na quinta década. A proctocolectomia profilática deve ser praticada num período curto após o diagnóstico clinico de PAF.
POTENCIAL TERAPEUTICO DOS DERIVADOS DA PLANTA CANNABIS NOS PRINCIPAIS TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS




Introdução: A Cannabis é uma planta que possui potenciais terapêuticos datados desde os anos 2000 a.C. Contudo seu potencial terapêutico vem sido de fato reconhecido em especial nas ultimas decadas, datando dos anos 1960 até hoje, com avanços significativos nos anos 2000 até os dias de hoje. O uso da Cannabis e seu potencial no campo da Psiquiatria são a essa altura inegáveis com os derivados já estabelecidos, além dos derivados que são descobertos com mais pesquisas e estudos ao longo dos anos. Objetivos: Realizar uma revisão breve do contexto geral da Cannabis e dar enfoque ao uso de seus derivados, em especial o CBD como opção farmacológica e terapêutica aos principais transtornos psiquiatricos. Materiais e Métodos: Foi realizada uma revisão de literatura com base na pesquisa de artigos em bibliotecas virtuais, selecionando os de maior relevancia, datando do inicio dos anos 2000 aos dias de hoje para não só esclarecer duvidas sobre o assunto mas demonstrar o longo processo que os estudos e pesquisas vem passando com o tempo. Conclusão: No presente contexto e com toda atual literatura disponível sobre o assunto, se faz evidente a relevância clínica dos derivados da planta Cannabis, mais especificamente o CBD, no tratamento dos principais transtornos psiquiátricos que somados estima-se que podem compreender até 90% dos pacientes. Os ensaios clínicos apresentam resultados positivos e de amplo espectro de ações farmacológicas, além de boa tolerabilidade e segurança.
PROJETO MEDEDUCA: EDUCAÇÃO EM SAÚDE NAS ESCOLAS




Objetivos: Relatar a experiência do Projeto MedEduca, realizado por estudantes de medicina voluntários e fundadores do projeto social da Unigranrio Barra da Tijuca, em parceria com o Centro Acadêmico de Medicina (Camub), de educação em saúde na escola, com foco em doenças infecciosas, prevenção, promoção da saúde, saúde mental, saúde da mulher e da criança gravidez em ambulatórios, comunidades e escolas do Rio de Janeiro. Metodologia estudo da literatura, estruturação do projeto e relato de experiência da elaboração de grupos de estudo, aulas interativas com professores e alunos, resultando na criação de um projeto de educação em saúde, fundado em 2013 na Unigranrio Barra da Tijuca, realizado semestralmente, que objetivou o conhecimento de uma forma lúdica e ativa para crianças e adolescentes de uma escola no Rio de Janeiro, utilizando além de palestras explicativas, uma metodologia dinâmica e lúdica, com música, teatro e jogos sobre o tema. Foram confeccionados banners, cartazes, com realização de uma gincana de perguntas e respostas sobre os grandes pilares de saúde da medicina, além da abertura de um debate sobre o tema. Resultados: Os estudantes da escola mostraram grande interesse nos temas do projeto durante todas as intervenções e na metodologia ativa proposta. Também obteve grande adesão e receptividade da participação popular quando aplicado a populações vulneráveis. Para atender a dúvidas e questionamentos da população alvo foi confeccionada uma caixa de dúvidas, onde os alunos poderão escrever e depositar dúvidas e temas que serão posteriormente debatidos no projeto. Conclusões: A educação em saúde voltada para a criança, para o adolescente e para a comunidade vulnerável em geral, usuários do SUS, é uma ferramenta essencial para a prevenção de agravos à saúde desse grupo e deve ser incentivada com a criação de projetos e atividades de campo que permitam debates entre estudantes de medicina e alunos de escolas. Porém essa ação, para ter eficácia e ter boa receptividade, deve ocorrer com a utilização da linguagem do adolescente, realizada através de uma metodologia ativa e lúdica de ensino.
PRÁTICA MÉDICA VERSUS VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: uma revisão bibliográfica




O momento do parto se trata de um divisor de águas na vida da mulher, pois existe todo um estigma previamente construído e reconstruído a partir da singularidade e da cultura da parturiente. Tendo em vista o atual cenário obstétrico e a relevância da humanização do parto, a presente pesquisa teve como objeto de estudo a intervenção médica e a violência obstétrica durante o trabalho de parto de acordo com a literatura vigente. O objetivo geral da presente pesquisa foi compreender quando a intervenção médica passa a ser violência obstétrica. E os objetivos específicos, analisar a conduta e intervenção médica durante o trabalho de parto e apontar intervenções médicas que se caracterizam como violência obstétrica. Trata-se de uma pesquisa de revisão bibliográfica, com abordagem qualitativa e natureza exploratória, feita no site da Biblioteca Virtual de Saúde utilizando os descritores “violência obstétrica” e “trabalho de parto”. As informações obtidas a partir das publicações, permitiu o agrupamento dos dados nas seguintes categorias: conduta e intervenção médica durante o trabalho de parto; intervenção médica ou violência obstétrica?; e medidas para reduzir a prática violenta. A análise dos dados permitiu concluir que a intervenção médica e a violência obstétrica possuem uma linha tênue na prática médica. É sabido que muitos procedimentos médicos devem ser realizados a fim de garantir as melhores condições de nascimento além de viabilidade para a mãe e para o bebê, entretanto as decisões devem ser compartilhadas com a mulher.
Parestesia do nervo alveolar inferior: revisão de literatura




A parestesia do nervo alveolar inferior é uma causa que pode afetar pacientes submetidos à cirurgia de exodontia de terceiros molares inferiores; tratamento endodôntico; anestésicos contaminados por álcool; emprego da técnica anestésica incorreta. Considerando o aumento da ocorrência desses tipos de procedimentos entre os cirurgiões dentistas, é necessário o conhecimento a respeito do assunto, levando em conta as estratégias que podem ser realizadas para evitar um possível dano nervoso durante os procedimentos. Portanto, tendo em vista as possíveis complicações do nervo alveolar inferior, o objetivo deste estudo é servir como alerta para as mesmas além de apresentar alternativas de tratamento e procedimentos.